𝗨𝗺𝗮 𝗳𝗿𝗲𝗶𝗿𝗮 𝗳𝗼𝗶 𝗹𝗲𝘃𝗮𝗱𝗮 𝗲𝗺 𝘃𝗶𝘀ã𝗼 𝗮𝗼 𝗽𝘂𝗿𝗴𝗮𝘁ó𝗿𝗶𝗼 𝗽𝗼𝗿 𝘀𝘂𝗮 𝗮𝗺𝗶𝗴𝗮 𝗳𝗮𝗹𝗲𝗰𝗶𝗱𝗮.
Cornélie uma senhora de Milão, imitadora perfeita de Santa Francisca Romana, nos três estados: virgem, esposa e viúva; tivera uma grande amizade com uma freira da Ordem Terceira de São Domingos.
Um dia estando juntas em uma lateral da Igreja da Rosa, elas começaram a falar piedosamente sobre a brevidade da vida, e a necessidade de estar bem disposto para com à morte. Então, prometeram a si mesmas que, se Deus quisesse, a primeira que morresse apareceria para outra.
Cinco anos depois daquela conversa, Cornélie morreu. Sua amiga a Freira, já havia se esquecido da promessa. Porém, no terceiro dia após a morte, a Freira enquanto rezava diante do crucifixo, ouviu seu nome ser chamado pelo nome. Reconhecendo imediatamente a voz de sua querida amiga Cornelie, ela sente em seu coração uma alegria indescritível e exclama:
“Ó Madame Cornélie, diga-me como está você? sem dúvida, desfruta da glória eterna? "
— Responde Cornélie:
"Ainda não, estou no lugar do exílio, e devo ficar lá por algum tempo em expiação de minhas ofensas contra a divina Majestade. No entanto, meu purgatório será concluído em breve. Depois que ela falou assim, ela acrescentou:
"Venha comigo e verás coisas maravilhosas".
Mal tinham feito algum tempo, elas foram levadas a um jardim coberto com videiras verdes, e nas folhas tinham personagens gravadas.
Cornélie disse a sua amiga Freira: — “Leia essas folhas”
A freira sua amiga, observava com atenção. O que não foi para a sua surpresa, viu todos os seus próprios defeitos e imperfeições gravadas nestas folhas.
"Não se surpreenda", disse a falecida, você não sabe que o Salvador disse: Eu sou a videira e vocês são os ramos?
— E, continua a falecida Cornélie: As folhas são nossas ações nas quais permanecem como impressas as boas ou más intenções que as conduziram. No entanto, todo o mal que Deus descobre em nós, deve ser expiado antes de ir para o céu. Mas alegre-se, minha irmã, pois você tem pouco a pagar; você perseverou no serviço de Nosso Divino Mestre e você preservou por seu amor, a pureza dos anjos. Você é apenas culpada de alguns fracassos, é verdade, mas não em número tão grande quanto eu. Ai de mim! Eu tive uma carreira muito diferente da sua: daí muitos tipos de falhas.
Em um instante foram transportados para outro jardim também coberto de vinhas, cujas folhas traziam caracteres impressos em ambos os lados. A freira se aproxima ansiosamente para ler o que estava escrito lá:
"Pare", disse a alma a ela, "Nosso Senhor não quer que você descubra todas as minhas falhas, Ele me poupou dessa confusão; somente leia as folhas mais próximas a você. A sua amiga leu e encontrou lá falhas escritas sobre o lugar sagrado (Igreja):
• irreverência (falta de respeito diante do Sagrado),
• conversas desnecessárias;
• e outras imperfeições que ela às vezes tinha.
— Disse a Freira: "por que você tem tanto para expiar, você que tantas vezes recebera os sacramentos da penitência (confissão), da Eucaristia, você que ganhou tantas indulgências e praticou tantas austeridades?
— Respondeu a falecida: "ganhei apenas um pequeno número de indulgências por causa de minhas distrações e meu pequeno fervor; também, eu ainda devo permanecer neste triste exílio para me purificar inteiramente."
Porém, em breve serei libertada pelo meu divino Salvador; Ele me consola pela visão deste esplendor celestial que você percebeu neste momento; é uma manifestação do meu anjo da guarda. Deus em sua bondade, enviou-me este amigo fiel para me fortalecer em minhas angústias e reavivar minha esperança. Eu quero pedir a este guardião para ir ao reitor do Santo Sepulcro pedir para orar os ofícios do "Requiem" (Orações pelos fiéis defuntos) que apagará muitas dessas folhas escritas.
"Adeus, reze por mim e que a paz esteja com você."
Após essas palavras, a visão desapareceu, e a freira duvidou em seu coração da realidade do que ela acabara de ver e ouvir; ela temia ter sido uma ilusão apenas. Mas, no próximo dia sua amiga apareceu novamente, chamou-a pelo nome e disse a ela: "Não tenha dúvidas sobre o que você viu e ouviu ontem, sou Cornélie, estou voltando com a permissão de Deus, para cumprir a promessa que fiz a você feito na Igreja da Rosa.
Eu também venho pedir para você rezar e todas as irmãs em sua casa, a recitarem três vezes a Salve Rainha. Uma, em homenagem à (pureza) de Maria; outra em honra de sua (obediência); e a terceira, para exaltar a (humildade) desta Rainha das Virgens que me visita todos os dias e me consola, mostrando-me o próximo estágio do meu exílio. No dia da Assunção, ela apareceu novamente; suas roupas outrora tão escuras e sombrias, eram substituídas por uma vestimenta branca como a neve, e brilhante. Em seu rosto, cheio de majestade, brilhava a alegria do céu; ela já tinha visto abrir na frente dela os tabernáculos eternos.
Com efeito, para nossa reflexão, ficam tais lições para nossa aprendizagem purificadora. Pois, diante dessas folhas onde tudo está gravado, cada ação, cada intenção… sou convidado a olhar para dentro de mim.
Na árvore da minha caminhada, o que “estou escrevendo nas folhas dela? "
Quantas vezes estive na presença de Deus e me faltou respeito ao Sagrado?
Eu me entrego facilmente a conversas inúteis e fofocas?
Minhas boas obras são feitas por amor a Deus… ou misturadas com vaidade, distração ou interesse próprio?
Tenho cultivado fervor no serviço a Deus, mesmo sem esperar em receber algo em troca?
Estou tendo uma fé morna, relaxada no serviço ao Senhor?
Aproveito bem as indulgências ou as perco por falta de fervor?
Diante dessas faltas, uma boa notícia é:
Ainda é tempo para melhorarmos, de amarmos melhor a Deus, de reparar com sinceridade às nossas faltas, de vivermos com mais atenção à presença Divina. Pois, como vimos...
Cada ação é uma folha diante de Deus, e nela fica gravada não só o que fazemos, mas a intenção com que fazemos; por isso, vivamos de tal modo em que nossas folhas sejam escritas apenas obras que agradem a Deus, onde tudo possa florescer para a eternidade.
— Referência:
[ V. Hippol. Porrus, Yita Cornel. Lumpngnance cbap. 18. ]
E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz!
℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.
Descansem em paz. Amém.
℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.
"Para Cristo,
por Maria e José,
em súplicas pelas
almas do purgatório".🙏🏾
† Jesus e Maria eu vos amo, salvai almas!